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domingo, 30 de maio de 2010

Uma reflexão: Ser Fã !!

Estou na fase de arrumação aqui em casa. Aquela chuvarada que deu semana passada em Floripa acabou causando um pequeno imprevisto aqui em casa.
Foi tanta água...e eu que nem tinha me dado conta de tirar as grades dos ralos da parte de fora do meu apto tive uma triste surpresa: a água invadiu o apto...foi o caos.
Agora tudo solucionado e preparada para qualquer chuva que venha a me surpreender de novo, comecei a "rearrumar" tudo.
E como bem disse minha amiga Ariela: "Essa chuva serviu prá ti encontrar teus arquivos e decidir escrever um livro".
E é isso, reencontrei minhas pastas com tudo:fotos, autógrafos e entrevistas que fiz com vários artistas na época em que nem pensava em ser jornalista. E é, provavelmente, vou escrever um livro(isso me
dá medo ainda).
Revendo as coisas da época lembrei do que vi acontecer hj lá na TVCOM.
A banda CINE esteve lá participando da rádio Kazuka e depois do Na Pilha e lá estavam as fãs enlouquecidas. Algumas conseguiram entrar e ficaram na recepção da TVCOM, outras, vencedoras da promoção do Na Pilha, ficaram durante o programa com eles no estudio.
Quando essa relação é saudável, é muito bonito de se ver. E feliz do artista que sabe cultivar isso.
Dá trabalho...e como, haja paciência. Mas esse é o ônus. Faz parte.
Ser fã é muito bom. Hoje vi isso por outro ângulo. Não sou fã da CINE, mas de uma certa maneira fiquei muito feliz de ter proporcionado alguns momentos de imensa alegria para uma dezena de meninas. Para elas hj, um oi, uma pequena atenção já fazia toda a diferença. Parece que as tornavam amiguinhas por alguns minutos daqueles caras que elas idolatram. Relação doida essa.
Mas o importante é que isso seja saudável. Porque tem os exageros e como tem.
Eu sou fã até hoje. Fã de amigos, de pessoas que nem conheço. E não tenho vergonha nenhuma de falar: sou tua fã!!!
Não saio mais a cata de entrevistas.
Durante minha época de reporter de TV tive oportunidade de entrevistar outros tantos artistas que ainda não tinha entrevistado de forma amadora. Lembro que tremi muito quando entrevistei Marina Lima, mas só falei pra ela que era fã quando a entrevista acabou e acabamos rindo muito.
Me emocionei com Marisa Monte, reencontrei os meninos do Roupa Nova, 14 Bis...agora como jornalista profissional rsrsrs conheci Tim Maia, Titãs, Barão Vermelho, João Bosco, Gal Costa e tanto outros...atores como Paulo Autran, Selton Mello... Semana passada Roberto Leal esteve na redação da TVCOM. Eu era fã dele quando era criança...realizei um sonho de criança, muito embora hoje não tenha mais acompanhado a carreira dele, mas foi bom voltar ao passado.
Minha relação mudou claro...não tem mais aquele olhar de adolescente que tinha quando não era jornalista, mas a admiração continua e é sempre bom. Estar em contato com esse povo criativo é muito bom.
E como fã fiquei muito feliz em ouvir hoje uma das novas músicas da banda Aerocirco no programa Paredão da Atlântida FM, desses além de amiga sou muito fã, como de tantos outros aqui de SC. E pelo que ouvi esse novo CD vem muito forte eeeee muito bom ver gente daqui fazendo trabalhos tão bons.
Aerocirco lançou, semana passada, um teaser do novo trabalho. Está neste link http://www.youtube.com/watch?v=XqcOXqcszGU
A outra espectativa é pelo show de lançamento dos dois CDs da Tijuquera, do DVD do Dazaranha.
E assim seguimos sem medo de declarar amor e admiração para quem consegue mexer com nossos corações!!!
Ser fã é isso...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sex in The City 2

Acabei de chegar da pré-estréia do filme Sex in The City 2.
Que filme divertido!
Assisti a uns dois episódios, se muito, da série. Também não vi o primeiro filme, mas o enredo unindo a vida de quatro amigas sempre me deixou com vontade de ver mais. É o tipo de produção que a gente vê para relaxar.
O filme reune novamente as amigas Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) e suas vidas. Uma casada, com duas filhas que a enlouquecem, outra casada com o propósito de não ter filhos, outra também casada mas resolvida com filho e marido só que o problema é o emprego e ainda aquela que optou por ser solteira e curtir a vida sexualmente ativa dos encontros casuais. Prato cheio para situações divertidas e introspectivas.
E desta vez as 4 amigas acabam em uma aventura chiquérrima patrocinada por um cheik árabe na terra dos camelos, do luxo, das areias e dos hábitos conservadores quando o asunto é exposição da mulher. E é justamente aí que acontecem situações muito divertidas. Não vou contar os detalhes porque tiraria o brilho de ver o filme.
Só posso dizer que começa em um casamento gay onde Liza Minelli interpreta "Single Ladies" de Beyonce!!!
As situações cotidianas e até de besteirol costuram um enredo que discute qual é o casamento perfeito ou qual a relação perfeita...se é que ela existe. O limite entre ser mãe e mulher, fugir da rotina...em dar sentido as próprias vidas.
Não é um filme profundo, mas coloca questões que instigam.
Vale a pena ver, relaxar e rir diante de situações que são comuns a todo mundo.
Eu, Eveline e Kaká tivemos bons ataques de risos até porque nos identificamos em várias situações ou identificamos amigos. Muito bom!

O que fica é que, não importa a relação, temos é que criar nossas próprias regras do que nos faz feliz sem se moldar a um modelo padrão e nunca, mas nunca deixar de ter sua individualidade, de sair com amigos, de ter uma vida própria, porque a gente se reabastece!!!
Michael Patrick King dirige Sex and the City 2 a partir de seu próprio roteiro, baseado na série de TV criada por Darren Star, que é inspirada nos personagens do livro de Candace Bushnell.
O filme estreia em 28 de maio nos cinemas de todo o mundo.
Hoje a pré-estréia foi a convite do Cinemark através da assessoria de imprensa Fábrica de Comunicação.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Música Livre é porcaria?????

Hoje vi a entrevista No Rick Bonadio no http: http://virgula.uol.com.br/ver/canal/musica
e todo o furdunço que ela gerou...
Sim porque ele chamou festivais independentes de música  como o Mada ou Abril Pró Rock de festivais de panelinhas que não revelam nada novo...só mostram sons "conceituais" que segundo ele não é sinônimo de sucesso. Falou que não conhece e não considera Velvet Underground e Leonard Cohen trabalhos bons porque não são conhecidos e ainda disse que quem dá música de graça na internet reconhece que sua música é porcaria e por isso tem que dar mesmo.
Quem chamou né?
Mas enfim...respeito a opinião dele e até entendo partindo do princípio de que o "sucesso" que ele fala é o "sucesso momentâneo". É vender muito e muito rápido e vender muito hj no Brasil não é difícil: basta ter o disco assinado por um produtor "da hora", pagar cerca de 10 mil por mês por uma boa assessoria de imprensa e ainda pagar muito, mas muito bem para as rádios bombarem a música...de tanto ouvir a massa compra a idéia. E essa na verdade é a realidade do mercado musical hoje. Pelo menos esse mercado que movimenta milhões, que ocupa espaço nas rádios comerciais etc... e talvez esse choque de realidade tenha provocado tantos comentários indignados a entrevista de Bonadio.
Isso também significa que tem gente que já está de olho no outro lado do mercado. Aquele lado que não movimenta milhões mas sustenta seus criadores, apresenta trabalhos de conteúdo, aquelas músicas que vc ouve e fica intrigado em saber como alguém conseguiu fazer aquela maravilha. Aquele mercado que mesmo muito tempo depois ainda vai lembrar daquela música.
Pode até surgir algo bom no meio desse monte de música embaladinha com cores vivas e histeria de meninas de 12 a 15 aninhos...pode mesmo! Não há nada de mau em fazer sucesso, vender muito, arrebatar fãs alucinadas, quem não quer isso né?
O foda é não ter o outro lado. É o acesso ser ainda limitado para tanta gente boa que corre paralelo por aí.
O foda é vc ter que moldar seu trabalho para vender muito...
Mas, otimista de plantão que sou, acho que tudo isso tem tudo prá mudar, pelo menos ser meio a meio...
E aí a internet e a música livre tem seu papel importantíssimo. Ela democratiza o conhecimento de trabalhos autorais que não tem toda a indústria por trás.
Por isso discordo totalmente da afirmação de Bonadio quando fala que música de graça é porcaria.
Disponibilizar o trabalho gratuitamente é uma forma honesta de deixar que o público se manifeste por vontade própria, na minha opinião é a forma mais honesta de colocar o trabalho ao julgamento de quem interessa. E claro que tem muita coisa boa e muita coisa ruim, a diversidade de gostos é algo que foge ao entendimento geral. Mas é honesto: se agrada vão baixar, vão consumir e vão aos shows que é onde o artista realmente ganha diheiro, porque venda de CD independente ou na indústria não faz de nenhum artista um milionário.
Essa discussão rende muito, mas é bom saber que pelo menos hoje ela ganha corpo.

domingo, 23 de maio de 2010

Eu a música - parte 02!!!!

Então...
Me transferi para Floripa com meus dois irmãos, uma amiga (Márcia) e a Vilma, nosso braço direito. Viemos estudar, nos preparar para o famoso vestibular. Eu ainda estava no primeiro ano cientifico...coisa mais antiga rsrsrs e na época pensava em ser "bioquímica"!!!!
Todos nós fomos estudar no Barddal, colégio/cursinho ... ali comecei a tomar contato com essa tal de capital. Conheci o paraiso dos discos na época: a Bruneti Discos, prá quem vinha do interior aquilo era o máximo rsrsrs e minha mesada eu gastava quase toda ali.
E o melhor: descobri que os artistas vinham a Floripa fazer shows eeeee

O primeiro show que vi aqui foi quase um ano depois de estar morando em Floripa, era Gilberto Gil na turnê "Luar". O show aconteceu no SESC da prainha e fiquei vidrada. Mal podia acreditar que podia ver aquilo tudo ali de pertinho.
Na época já era muito fã (além da Rita Lee) da "A Cor do Som". Conheci a banda com "Beleza Pura", "Swingue Menina" do LP "Frutificar" era lindo. Bem mais instrumental do que música cantada! Mas no segundo LP eles já estavam aderindo as músicas cantadas. 
Também era fã de Marina Lima pelas letras, 14 Bis, Roupa Nova...bom demais.
Depois do Gil, vi também Pepeu Gomes e Baby Consuelo no ginásio do Colégio Catarinense. E depois realizei o sonho de ver A Cor do Som também no catarinense.


Eles estavam na turnê Transe total.
Foi nesse show com A Cor do Som, que descobri que os artistas até falavam com os fãs.
Lembro que terminou o show e eu e minha amiga Elaine, ficamos lá sentadas esperando o ginásio esvaziar um pouco para conseguir sair numa boa. Foi quando observamos uma muvuca perto do vestiário ao lado do palco. Pensei: será que é o que eu to pensando? os caras estão lá?
E lá fomos nós...sim tinha uma fila para falar com eles no camarim. E entramos na tal da fila. Quando chegamos no camarim eles estavam lá, dando autografos, tirando fotos aquele clima de fãs e ídolos.
Nem acreditava, mas ao mesmo tempo achei uó. Sim porque as meninas gritavam, puxavam os coitados...faziam comentários absurdos...um clima de tietagem que eu nunca fui fã.
Foi um misto de alegria de poder chegar perto e frustração de não conseguir conversar nada que preste.
Fui prá casa encantada com a simpatia deles, e claro com autografos. Mas também pensando: como seria bom poder sentar e conversar com eles, saber mais da rotina, do sugirmento das canções etc...
A partir daí passei a ir em todos os shows que eu podia. E passei a querer ficar no gargarejo e não mais nas arquibancadas e para isso tinha que chegar muito cedo. Se o show era as 21 chegava às 17, ficava na fila na porta de entrada prá conseguir um lugar bem lá frente. E foi nestas filas que conheci um grupo de meninas que pensavam como eu: queriam conseguir conversar com os músicos e não tietar. Acabei me tornando muito amiga delas: Roselange e Rosenei Peixer e Andréa Lucena (irmã do Daniel Lucena que mais tarde fundaria o grupo Expresso Rural em Floripa, e isso vai render outro capitulo lindo aqui).
Passamos a nos encontrar nos fins de semana para ouvir música, falar dos nossos ídolos etc....e a pensar numa estratégia de furar o cerco das fãs alucinadas e conseguir conversar decentemente com nossos ídolos.
E conseguimos achar a fórmula: primeiro achar o hotel que estavam hospedados e depois ter a cara de pau de ligar e pedir uma entrevista para "um trabalho de escola". E olha...a gente conseguiu muita coisa e isso eu começo a contar no próximo post desta série.

Opa!

Mais uma bela iniciativa da música independente de Santa Catarina.
Ontem fui, finalmente, numa noite do Opa! E amei o clima.
A idéia do evento partiu do produtor musical e engenheiro de áudio, Felipe Melo. A intenção é colocar no palco da Celula Cultural trabalhos novos, que estejam surgindo no cenário musical de Santa Catarina.
Em março teve a primeira noite do Opa! com Balanço Bruxólico, Foxxy, South Side e TJ Trio. Ontem, a segunda festa levou ao palco Valerie (Jô Pires), Jean Mafra, Cafeinol e DJ Zé Pereira. E mesmo com a chuva, o evento reuniu um bom público.
Me lembrei do começo do lube da Luta e acho que o Opa! veio para ocupar o espaço deixado pelo Clube.
Vários estilos estão no palco do Opa!
Ontem a noite abriu com Dj Zé Pereira e seu bailinho...coisa boa, depois Valerie(ou Jô Pires). Com Israel Rodrigo, Gu e Léo nos violões, Jô mostrou parte de suas canções e alguns covers. A voz dessa mulher é algo impressionante. Jô explicou que usa o nome Valerie como um alter ego: "É como colocar a culpa em outra pessoa, ou deixar que falem aquilo que você queria falar”.  Talvez pelo mesmo motivo componha somente em inglês. Uma vez uma amigo meu me falou que compor em inglês é como ter um escudo.
As músicas de Valerie são lindas e no show os vocais de Israel ficaram lindos com a voz da Jô. Muito bom.
Em breve vai pintar o trabalho gravado que está sendo produzido pelo Isaac, da Superpose, e pelo Carlos, do projeto Cairo.
Depois Jean Mafra entrou no palco, contou com participações especiais de Grazi Meyer e Ligia Estriga.
Jean já vinha desenvolvendo seu trabalho solo mesmo quando ainda estava com a banda Samamabaia, mas aí acabou optando somente por seu trabalho. É bem diferente do que fazia na Samambaia, é conceitual.
Ainda havia mais uma atração, a Cafeinol, de quem vi o clipe e achei muito bacana. Mas não consegui ficar até o final...
Gostei muito de reviver esse clima de encontro de bandas, pessoas diferentes e novos trabalhos.
Parabéns ao Felipe Melo pela inciativa.
Quer saber mais? Vai lá no site da Opa!
http://www.opamusic.com.br/
Tem os trabalhos de todos os artistas que participaram do evento além de dicas, fotos...muito bacana!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dazaranha em DVD!!!!

Então...ontem estive na casa do Beto, produtor, marketing etc...da banda Dazaranha.
Eu e Eveline, tivemos o prazer de ver o DVD da banda...essa sessão já estava prometida há tempos e faltava eu marcar né...enfim, marcamos e fomos.
Regado a vinho (eu e Beto porque a Eveline continua na coca zero) vimos o material e olha: está maravilhoso!
Prá quem está acostumado a ver a banda ao vivo o DVD retrata exatamente o que é o show da banda, claro que estar lá ao vivo é melhor, mas o DVD é fiel a energia da banda e seu publico cativo em Floripa.
Mas, sinceramente, o que mais gostei foi do documentário que está nos extras, produzido pela Cristal!
Que presente lindo para o público.
Arte linda, imagens maravilhosas de Floripa, depoimentos sinceros, espontâneos... sem falar na gravação de músicas dentro do estudio na Caixa d'Água. Versões inéditas que, cronologicamente, contam a história dos CDs da banda.
Conseguiram transformar o estudio da Caixa em um cenário lindo.
Moriel e Jerry costuram o documentário.
Jerry fala da integração, as imagens dele jogando capoeira com o irmão Moriel estão divinas.
Moriel declara que mesmo depois de mais de 16 anos tocando com a banda sente um prazer enorme em olhar para o lado e, por exemplo, ver Fernando tirando aquele som todo do violino. O baterista João conta como de fã, passou a ser músico do Daza. Adauto fala da convivência, dos perrengues...enfim
 tem depoimentos de todos os integrantes e fãs como os surfista Guga Arruda e Teco Padaratz, além de Gustavo Kuerten e pessoas que participaram ativamente da gravação do DVD.  Ficou maravilhoso!!!
Dazaranha merece um material como este e vendo o DVD na versão final dá para entender o por que da demora do lançamento: a banda tem uma jóia em mãos, precisava de uma bela distribuição e um trabalho sério em cima deste material. Estão fechando com a Universal e tomara que dê certo.
Agora é esperar a data de lançamento e trabalhar e muito em cima desse material.
Claro que a banda não pára e já está pensando em um CD inédito e composições não faltam.
Dias atrás, em um jantar na casa de Moriel, ele nos cantou uma música inédita que fala muito bem dos dias em que estamos vivendo hj.  A poesia ali brota e isso é que é o maior material do Daza, sem falar da energia da banda que hoje consegue viver da música e isso sim é "dar certo": viver de sua arte.
Desde a gravação do DVD, a Dazaranha está em função desse material. Manteve o mesmo show, não lançou mais nada, isso há 2 anos.
Portanto, essa é a hora!
Desejo a eles um ótimo trabalho e uma boa pitada de sorte!!!!

domingo, 16 de maio de 2010

Eu e a Música - parte 01!!!!!

Introdução
Dias atrás estava eu jantando com os amigos Marquinhos, Jordana Pires, Ariela e Fábio Della e papo vai papo vem, contei algumas histórias de como sempre fui apaixonada por música, o que fiz pra conseguir chegar perto de ídolos e conversar sem aquele ar de azaração das fãs enlouquecidas e como decidi ser jornalista por causa da minha paixão pela música. Eles me convenceram a registrar tudo isso. Sugeriram escrever um livro, mas um "livro" é demais né. Então resolvi fazer alguns posts e recuperar um pouco dessa história. 
Deixar registrado aqui.
Não conseguiria escrever tudo de uma vez só. É muita coisa, afinal, faz tempo rsrsrs
Vou escrever em cápítulos...resumidamente, e o primeiro decidi escrever hoje!!!!!
Vou ligar o "remember" da minha memória e tentar recuperar as lembranças!!!!

Parte 1
Não sei extamanete "quando" me apaixonei por música...acho que nasci gostando, mas lembro que quando era criança, na cidade de Rio do Sul, ouvia muito rádio e fazia do cabo de vassoura ou da enceradeira (sim isso existiu um dia) meu microfone. Ouvia as músicas e cantava enlouquecida. Imagino a cena...minha mãe, meus irmãos eram as únicas testemunhas prá minha sorte.


Em um natal pedi pro "Papai Noel" uma vitrola....e para minha alegria ganhei: era um prato e uma caixinha de som muito pequena, dobráveis que viravam uma maleta...isso é muito antigo!


Com ela ganhei alguns Lps: Decolores, Roberto Carlos 
 e a trilha sonora da novela Bravo (pronto, agora me entreguei de vez: sou antiga).
Minha felicidade foi tanta que não queria parar de ouvir e, claro, abri o berreiro quando meu pai e minha mãe me disseram que era muito tarde e eu tinha que desligar tudo e ir dormir.

Rita Lee foi meu primeiro ídolo na música. O disco da novela Bravo tinha duas músicas dela "esse tal de rock'n'roll" e "Agora só falta você". Me achava a própria cantando aquilo com a vitrola no volume máximo...mas adorava as músicas  do "decolores" também. Acho que eram músicas católicas, sei lá...procurando no youtube encontrei algumas pérolas..."decolores...é a primavera florindo caminhos/são todas as flores são os passarinhos..." minha nossa e eu adoravaaaaaaaaaaaa.....rsrsrsrsrs
E assim segui, ouvindo Roberto Carlos, Rita Lee e esse tal de Decolores.
Na minha pré adolescência já morando em Concórdia lembro que eu e meus irmãos, que também eram apaixonados por música, ganhamos o nosso primeiro 3 em 1...foi o delírio prá nós e inferno para nossos pais. Aquelas caixas de som enormes, e som sempre no volume 10.  A ponto de a gente fazer de um dos cômodos da casa, nossa sala de música mas, como as paredes eram de madeira, imagino que não tenha ajudado muito.
A primeira música que ouvimos naquela maravilha de som foi Donna Summer, "I Feel Love". Foi o delírio!!!
Na época eu adorava as trilhas da novelas porque tinha música de vários artistas, mas meus irmão já tinham um gosto mais apurado: Kiss, Sweet Funny Adams, Nazareth, Donna Summer.  Eu sempre preferia a música brasileira.
Com o 3 em 1, veio a paixão por gravar fitas e como eu continuava a ouvir muito rádio, aproveitava a programação para gravar fitas. A Rádio Rural de Concórdia  tinha o espaço do ouvinte o que era a maravilha para gravar fitas: toda segunda à noite, uma hora de programação feita pelo ouvinte. A gente mandava a seleção por carta e eles tocavam: "esta noite a programação é do ouvinte fulano de tal" e como eu tinha sempre uma lista enorme com músicas que eu ouvia e anotava o nome, dividia em várias listas e mandava com vários nomes diferentes...portanto, havia semanas seguidas onde   eu era a programadora rsrsrsrs
Gravei muitas fitas "Basf Chromo".
Minha pré- adolescência foi embala ao som da "disco music" e de brasileiros como Rita Lee e seu Tutti Frutti...como era bom!
Como a gente morava numa cidade pequena, sempre que precisávamos de consultas médicas mais apuradas íamos a Erechim, cidade vizinha. Eu, estrábica de nascimento, ia no oftalmologista  e em cada consulta ganhava um LP ... porque dilatar pupilas era muito chato. Foi numa dessas que ganhei meu primeiro LP dos Beatles: um duplo chamado "rock'n'roll"...era uma coletânea e me apaixonei. (A morte de John Lennon me abalou profundamente. Não entendia como podiam ter matado um cara como ele. Aliás, até hoje não me conformo.)
Nessa época eu já tinha evoluido das trilhas de novelas para os LPs dos artistas que eu gostava.
No início da década de 80, vim morar em Floripa com meus irmão para estudar e aí descobri que os artistas eram de carne e osso, faziam shows e ainda que era possível chegar perto e conversar com eles... Sim porque até então, só tinha visto um show na minha vida "a jovem guarda" na praça de Rio do Sul, mas eu era muito criança para entender aquilo tudo.
Em Floripa, é que fui me dar conta do que era um show de música e o quanto aquilo me emocionava.
Mas  isso é assunto para o segundo post....aguardem rsrsrsrs