domingo, 24 de março de 2013

A Maratona Cultural de Florianópolis!!!

                            Jorge Mautner

Hoje, quando saí do show de Jorge Mautner encerrando as atividades da Maratona no Parque de Coqueiros, fiz meu caminho de casa pensando: que sorte a minha de ter podido ver ser colocado mais uma vez em prática o maior evento de cultura de Florianópolis.

Música clássica no Museu Cruz e Souza!

A Maratona Cultural nasceu do projeto de conclusão de faculdade de Paula Borges Lins, que com o irmão, Heitor Lins, abriu a "Harmonica Arte e Entretenimento". Depois de uma longa batalha, uma estrada com muitos obstáculos, incontáveis "nãos", há 3 anos Paula e Heitor conseguiram um sim que fez com que a maratona saisse de um projeto e virasse realidade.

                                               Samambaia no Parque de coqueiros!

Na época Cesar Souza Jr estava pensando na campanha a prefeitura e resolveu investir na maratona como um grande projeto que podia dar força a ele nas eleições. Não sei se ajudou ou não, só sei que a Maratona ganhou bairros, praças, teatros, galerias, cinemas, shoppings, museus, ruas e fez os olhinhos de muita gente brilhar ao ver tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo na sua cidade.

                   Parque de coqueiros

A primeira edição foi sucesso pela organização. As pessoas ficavam admiradas com a pontualidade dos espetáculos.
Veio a segunda...e agora a terceira acabou de acabar!! 

                                       Dazaranha no parque de Coqueiros!

Eu posso dizer que todos os anos eu traço planos e tento estar no maior numero de lugares e shows que posso e em cada lugar que eu vou me emociono. É lindo demais ver pessoas descobrindo que o que é produzido no quintal da sua casa é muito bom!

 Della e Peixoto: lançando trabalho na celula!

A Maratona Cultural tem o mérito de fazer o público conhecer e se reconhecer na sua própria cultura. E a gente só preserva e defende o que conhece.


Tem o mérito de fazer o artista saber que ele pode e deve ter infraestrutura para fazer um bom show, um bom espetáculo, de ver seu trabalho sendo divulgado. E ouvi dos artistas, durante estes tres dias, exatamente isso: o quanto é bom e digno participar da maratona. Também vi os lugares lotados, ruas com movimento...a cidade viva!!!

Della e Mauricio: célula lotadaça!

Talvez as pessoas nem se toquem, mas o legado que eventos como este deixam é imenso: formação de público, novos artistas, mais gente nas ruas para ver e ouvir toda e qualquer manifestção de arte.
Uma pessoa com informação cultural se torna mais crítica e isso reflete na cidadania.

Café da Manhã: lançando trabalho em noite de célula lotada!

A Maratona provoca discussão e como isso é importante. Mas importante também é reconhecer que muito se fala e pouco se faz e quando alguém consegue e vira vitrine a saraivada de pedras começa.
Sugiro que se mexam sim, mas para criar outros eventos, com tudo aquilo que sentem falta. Criem...ou ajudem a criar, se coloquem a frente também. Quero muito mais eventos nas ruas, com caras e caracteristicas diferentes...com pessoas diversificadas fazendo. Imagina quanta riqueza cultural nossa cidade vai ganhar.
E temos gente pra isso, tem muita gente craque em fazer cultura bancada por leis de incentivo. Vivem disso, ganham muito bem para desenvolver sua arte ... vamos dividir essa experiência. Vamos deixar o ego dar espaço a ação...que tal?

Arte no Palácio Cruz e Souza!

Vale muito à pena. Do lado de quem faz (eu acompanho os bastidores desde que a maratona surgiu) eu vejo o quanto é dificil, o quanto é insano as vezes lidar com esse mundo. Mas também sei o quanto essa equipe "monstra na dedição" que coloca a maratona nas ruas valoriza cada sorriso, cada crítica, cada parabéns que recebem! E quando tudo termina fica o cansaço físico e emocional absurdo, mas também um prazer que só quem sente sabe.

                                    Chico Martins e seu show infantil!
                
Vida longa a Maratona Cultural de Florianópolis e que venham outros eventos...quero eventos nas ruas o ano inteiro!

Jorge Mautner

Paula e Heitor, através de vocês eu parabenizo a todos que trabalham demais, meses a fio, para que esses tres dias sejam corretos e dignos da nossa cultura. E sei que esta foi especialmente desafiante!!!
Vocês fazem toda a diferença!

                                                                Dazaranha!










Um comentário:

Fabiana Lazzari disse...

Lindo o que escreveste e concordo com o teu depoimento.
A Maratona é um evento que deve ficar sim, mas devemos pensar em todos os eventos que são feitos não somente em Floripa, mas em nossa SC por inteiro.
Sei o quanto Paulinha lutou para este evento acontecer e o quão difícil é fazer esta produção. Todos os acontecimentos estão sendo muito importantes para o movimento artístico questionar ainda mais o nosso governo e nossas politicas públicas. Sabemos que a forma que o Governo age está equivocada e a batalha não é para a retirada da Maratona, mas colocá-la na agenda cultural de forma correta dentro das politicas culturais e não ficar "a mercê" do governo tendo que voltar atrás nas decisões (a censura não pode voltar e isso depende de nós, das nossas escolhas).Não acho que tenham feito errado, pois utilizaram-se de forma legal para conseguir o dinheiro, porém a nossa luta é que o governo analise os projetos igualmente e no tempo certo, sem a politica de gabinete. Eventos do segundo semestre de 2012 (que já acontecem há mais de 10 anos)passaram pelo Conselho de Cultura e não foram pagos pelo motivo de que não havia mais verba no governo. Por que não havia esta verba? Creio que pela má administração desta verba pública e justamente como tu mesma falaste no depoimento aqui no blog, o aproveitamento de um evento artístico para cativar eleitores, para dar forças ao nosso atual prefeito nas eleições de 2012.
Fica a sugestão aqui para toda a classe artística (música, teatro, artes visuais, circo,etc) união nos eventos para conseguirmos politicas públicas dignas e transparentes. Busquem conhecer e ir atrás do que acontece nas politicas públicas do governo. Façamos de alguma forma que também a Sociedade Civil saiba o que acontece e busquemos os por quês dos acontecimentos.
Sempre admiradora,
Fabi