terça-feira, 6 de julho de 2010

Herbert de perto...sem dramas, sem lamentações!!

Fui assistir ao filme "Herbert de perto" em uma sessão para ouvintes da Itapema FM no Cinesystem.
E saí de lá emocionada!!



O filme foi muito feliz no roteiro.
Depoimentos sinceros de músicos, familiares e profissionais que acompanham Herbet numa jornada de amor pela música e superação pela vida.
Adoro obras biográficas porque sempre são uma fonte de autoconhecimento e, em vários casos, de motivação à nossa própria vida.
A história de Herbert, todos sabem, é uma história de persistência e depois superação!
O filme começa com Herbert sentado a frente da TV revendo gravações antigas sobre a história da banda Paralamas do Sucesso. E na gravação em questão, estava lá um Herbet jovem falando: "se acontecer qualquer tragédia, se eu tiver que viajar, sair daqui, mudar...mesmo assim eu teria forças para começar tudo de novo." Herbert olhando aquilo com olhar profundo meio que tentando entender a profecia que já havia feito comentou: "esse menino aí nem sabia do que estava falando". 
E aí o roteiro retoma o inicio dos Paralamas, o amor de Herbet pela música, de seu talento nato para tocar. Historias que todos fãs já sabem e outras curiosas como o depoimento da mãe contando que ao ouvir a primeira música gravada pelo filho, disse: "meu filho, você tem que trocar de baterista. Com esse aí vocês não vão a lugar nenhum". O então baterista era Vital que como todos sabem saiu muito antes de Paralamas ser o Paralamas do Sucesso. O encontro com João Barone deu o impulso que faltava e aí a historia a gente já sabe. A trajetória de sucesso no Brasil, a forte ligação da banda com a música argentina e o sucesso dos Paralamas por lá também.
Amigos, familiares contam como foi a superação do acidente de ultraleve em 2001, que matou sua mulher, a inglesa Lucy. A dor da perda, a agonia da recuperação de Herbet, o exemplo de amizade dos meninos da banda, a incansável vontade de viver do músico.
Um filme simples e rico em conteudo. Sem drama, sem cair no piegas.
Para mim, os momentos mais emocionantes foram os que mostraram Herbert revendo seu passado com a experiência do agora. O momento em que olha para imagens de Lucy...a declaração de amor à mulher e à vida.
E durante todo o filme esse cruzamento entre o ontem e o hoje é feito de uma forma muito feliz!
A direção foi de Roberto Berliner e Pedro Bronz. E foi para Berliner que Herbert chegou a pedir que não fizesse do filme algo dramático. Pedido cumprido.
Saí de lá com a grata certeza de que quando se é verdadeiro em atos e dedicado ao que se acredita, não importam as curvas, os acidentes...sempre se chega a um resultado vitorioso.
Lamentação? Achar que Herbet é um coitadinho paralisado numa cadeira de rodas? Nunca!
Recomendo muito esse filme e com certeza o terei no meu acervo particular!!!!

2 comentários:

makarrao disse...

caramba, fiquei arrepiado só de ler, quero muito ver o filme!
abraços

@radioativo

Vanessa disse...

Quero verrrrrrrrrrr, já!

Abraço.

Vanessa Pinho
http://www.fabriciapinho.com.br/blog/