quarta-feira, 15 de julho de 2009


Dá série: li, gostei, resumi e postei....hehehehe [para quem estava sentindo falta dos post-comportamento!!!]


DOS FICANTES AOS NAMORIDOS...CADÊ O NAMORO??? [por martha medeiros]


Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno:

Uma é a tribo dos ficantes.

O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. (...)Considero um desperdício de energia.
Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.
Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. (...)


A segunda tribo a que me referia é a dos namoridos.(...)
Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada.

Pois então.

A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há. Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar.

É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.
Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário.


[o grande desafio é fazer de um relacionamento um eterno namoro...ái...ái...]

4 comentários:

Raquel Stüpp disse...

pois é...

mas se a gente quiser, a gente consegue...

;)

beijocas

Ligia Gastaldi disse...

Com certeza...hehehehe

carmona disse...

vida longa ao romance!
vida longa aos românticos!

Márcio Kindermann disse...

Nossa........ namorar!
Tem coisa melhor?
Tudo bem que depois estraga, mas é muito bom, deu até vontade.
bj