terça-feira, 29 de março de 2011

Como seria?


A incostância dos que pensam demais pode ser um fardo, melhor seria seguir os institntos, mas e daí?
Como seria?
Prefiro acreditar no destino que às vezes nos dá um gostinho do que poderia, mas não acontece, e daí?
Como seria?
Como saber?
Isso é viver...tentar decifrar as ondas do universo e suas milhões de possibilidades: o sim e o não. Porque eles se invertem: o sim pode ser um não e um não pode ser um sim.
A arte do encontro e do desencontro e tudo tem sua beleza.
O lúdico, o real um jogo bom!
Como diz Ana carolina
"não existe a lei da gravidade
  nunca é a hora da verdade
 nunca se responde uma pergunta" [agora ou nunca-arnaldo antunes]
E esse é o sabor da vida....

(introspectei hj rsrsrs)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mamonas Assassinas e seu sucesso de 7 meses!

Então né...estava eu aqui viajando pela internet quando a Magali Colonetti posta no twitter a lembrança que hj completou 15 anos da morte trágica da banda "Mamonas Assassinas".
Uma nostalgia gigantesca me abateu...comecei a ver os videos pelo Youtube (que coisa maravilhosa é essa internet) e aí parei pra ver o especial "por toda a minha vida" que conta a história desses meninos.



Lembrei de como conheci eles. Alguém, não me lembro quem, me deu de aniversário o CD do Mamonas...eu nunca tinha ouvido falar e demorei uns dias até ouvir.


Mas lembro muito bem do dia que coloquei o CD no meu quarto...comecei a ouvir e dar gargalhadas, tudo bem que eu não pago pra rir, mas aquilo era muito engraçado.
"Comer tatu é bom/Que pena que dá dor nas costas/Porque o bicho é baixinho/E é por isso que eu prefiro as cabritas" (Mundo animal"

Longe de ser grandes letras etc...etc... mas era divertido.
Queria mostrar pra todo mundo porque era muito engraçado. Além das letras engraçadíssimas os meninos mandavam bem no instrumental. Foi o CD único e absoluto do meu CD Player por muito dias.


Tudo começou com amigos, em Guarulhos, SP, que foram apresentando um pro outro até terem uma banda: Utopia. No repertório letras sérias...influenciados por bandas como Legião Urbana. Não deu certo. Gravaram um disco e conseguiram vender 100 cópias.
Aí do nada começaram a mostrar as músicas engraçadas que tocavam nas horas de lazer.
Até que descobriram que essa era a verdade deles. Meninos bem humorados, brincalhões... quando levaram isso pro palco foram descobertos.
Com roupas infantis, pantufas, fantasias de bichinhos chamaram a atenção.
Mudaram o nome da banda.


Já como "Mamonas Assassinas" conseguiram o que tanto sonhavam: o sucesso.
Eles venderam em 100 dias, UM MILHÃO de cópias.



Perguntado sobre como encarava esse sucesso Dinho respondeu "nós encaramos assim né, o sucesso olhou pra gente, a gente olhou pro sucesso. Ele piscou eu pisquei também. Aí eu falei: vou ficar aqui"

Foram a todos os programas de televisão, passaram a mão na bunda do Faustão, tentaram beijar na boca de Xuxa, eram descarados.
Atravessaram o Brasil fazendo shows e mais e mais sucesso.
Eu vi um show deles na New Time Danceteria e foi maravilhoso. Um banho de alegria.
Quando as músicas começaram a fazer muito sucesso houve quem criticasse pelas letras, pelos palavrões, (mal sabiam os puristas o que estava por vir com a onda funk rsrsrs). Mas o alarde para o conteudo das letras era porque as crianaçs amavam e cantavam o "sabão Crá crá", "Robocop Gay" tudo... aí foi a vez do Bento   definir o sucesso com as crianças: "a gente consegue esse carinho das crianças porque a gente tem a mesma idade mental que elas".
E com certeza a mesma pureza.



Para vencer uma agenda de mais de 7 shows por semana, os Mamonas alugavam jatinhos. O engraçado ou a triste coincidência é que eles sempre brincavam com essa situação prevendo acidentes: "esse é o jatinho que vai cair" ou ainda "o seu piloto o sr não vai nos matar não né?

E foi em 96, um dia antes de viajarem para Portugal, que tudo aconteceu. Eles tinham um show em Brasília que nenhum deles estava muito a fim. Queriam ficar com a família, mas não teve jeito, tinha que ser cumprido.
Quando foi ao salão, em Guarulhos, ajeitar o cabelo para o show, Julio registrou em um video que tinha tido um sonho estranho, onde o avião caia.
Ahh se eles tivessem desistido né.
Mas enfim foram e estavam de uma certa forma tranquilos porque iriam de jatinho e voltariam na mesma noite para casa e foi esse vôo, de volta pra casa, que acabou encerrando de forma trágica essa carreira de 7 meses de um sucesso absurdo.
Não sei se continuariam com esse sucesso todo, não sei se estariam aí ainda fazendo shows, mas foi uma perda.
Lembro que acordei num domingo com a notícia. Liguei a Tv e lá estavam os plantões e mais plantões, a choradeira. Era inacreditável que aquilo tivesse acontecido.

O ponto alto para aqueles meninos foi, sem dúvida, a volta a Guarulhos para um show no ginásio Pascoal Thomeo, onde anos atrás, a banda Utopia tentou tocar e o que ouviram foi "agora eu entendi porque a o nome da banda é Utopia. É uma fantasia que nunca vai se realizar". 
Anos depois voltaram como Mamonas e o ginásio lotou. Durante o show, Dinho desabafou "nós levamos o nome de Guarulhos pro Brasil inteiro e vamos levar para o exterior. O sucesso não sobe na cabeça das pessoas não. O sucesso sobe na cabeça dos fracos. Nós não somos fracos. O impossível não existe. Acreditem em vocês. Vocês tem força." E chutando pedestais encerrou "Estamos aqui porra"

O Biografo da banda Eduardo Bueno resumiu o sentimento dos fãs na época do acidente; "Não era justo. Não era pra durar tão pouco".