quarta-feira, 13 de julho de 2016

Semana do Rock com um papo Dazaranha!!!


Estamos vivendo a semana do Rock em Florianópolis. E o grande mérito dessa iniciativa do Geraldo Borges e da galera do Clube é dedicar tempo a falar sobre nossa arte, nossa produção, mercado e público. 

Temos que aprender a valorizar, a prestigiar, a dar luz a nossa música. Mas o que é bom vive e sobrevive.
O que eu sempre digo e defendo é que quando a obra é boa ela se espalha, vira notícia e ganha público. Não é de um dia para o outro. Não é na primeira música, não é repetindo modelos já batidos.
Um exemplo disso é a obra da Banda Dazaranha. 
Há uma marca ali.


Eu tive a honra de participar da noite de abertura justamente relembrando o primeiro CD do Daza o “Seja Bem Vindo”. Além dos nossos queridos “aracnídeos”, estavam o Rodrigo Mota, escritor e historiador e Murilo Valente, o produtor do primeiro CD. Foi uma noite histórica onde os meninos contaram como começou a banda e todos os perrengues até chegarem às mãos do Murilo Valente para a gravação do primeiro CD.
Desde o encontro de Adauto com Fernando na sacristia de uma igreja até a decisão de todos de trancar faculdades, sair dos empregos e se dedicar exclusivamente para a Banda.  E tivemos momentos de muitas risadas. O desafio do Murilo de conviver por meses com aqueles meninos que não entendiam muita coisa de estúdio e tentar dar um rumo a toda a loucura daquelas músicas. Moriel explicando as letras e tudo é inspiração: a procissão da barra da lagoa, a lua e seu efeito prata...tudo com a referência do nosso habitat, nossa ilha, nosso jeito de viver.

Eu contei como conheci a banda. E foi por acaso. Eu e a Maria Rosa, fomos ao Kasbah, um bar que ficava no alto do morro que vai para a praia mole,  ver outra banda. Chegamos lá soubemos que tinha apresentação de outras bandas antes. Uma delas era a Dazaranha. Quando começou a música a gente já se arrepiou...era incrível aquele violino, aquelas letras, um som completamente diferente e pra arrematar Gerry e Moriel jogando capoeira... viramos fãs. Terminou o show e fomos falar com eles, claro, pra saber mais da banda. Na época eu era repórter do Jornal do Almoço e a Maria Rosa, produtora. Passamos a ir nos shows, levamos eles para apresentações nos Jornais do Almoço que fazíamos ao vivo nas praças, em Floripa. Tocaram em um JA na cabeceira da ponte Hercílio Luz e também no JA da lagoa da conceição. Viramos fãs e amigas até hoje.

Ouvindo tudo aquilo ali, durante a conversa na Célula, tive a certeza de que a banda vingou porque a arte deles vem da alma. Toda vez que pintava uma pergunta do tipo: por que vocês fizeram aquela pegada? Por que aquela letra? Por que aquele baixo? A resposta era uma só: porque a gente simplesmente queria fazer daquele jeito. Ou seja, é assim...sem explicação teórica ou mercadológica rsrsrsrs

Ganharam espaço em uma época em que o “cover” começava a tomar conta dos bares de Floripa. Conquistaram um público que segue, prestigia, admira até hoje. Onde tem show do Daza é lotação garantida.
Foi uma aula... foi uma noite especial.

Saudades daquela época. Mas é muito bom saber que eles estão aí, que os shows continuam com a mesma energia e que a gente pode ter orgulho de dizer que são ouro da nossa casa!

E fique ligado que a semana do Rock ainda tem muita programação legal. Vai lá na página do face e veja o calendário das atrações.

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